Está ficando cada vez mais “comum” assistir nos noticiários casos de mortes de bebês e crianças.
Parece que o assunto se banalizou.
São bebês que morrem sem ar sendo esquecidos em carros enquanto a mãe vai ao shopping.. Bebês que morrem em creches e a notícia é dada friamente aos pais... Isso tudo claro, sem lembrar o caso da menina Isabela e o outro semelhante na seqüência...
Parece que estão querendo descobrir quem tem matado mais... As guerras e o terrorismo, a polícia brasileira ou pais e responsáveis por essas crianças.
Alguma coisa está errada e não precisa muito esforço para se entender isso. Basta simplesmente ser humano.
Enquanto de um lado crianças morrem por subnutrição e doenças causadas pela miséria, pobreza e falta de lugares adequados para viverem, de outro parece que a morte é provocada “pelas próprias mãos”, e em alguns casos, realmente é.
Não consigo entender a força por trás destas banalidades que vem ganhando espaço na mídia.
E pra completar, existem pais (e já não sei se podemos chamar de pai quem comete atrocidades desse tipo) que acham que colocar filho no mundo é como aquecer comida no microondas... Programar o timer, apertar ligar e esperar...
Afinal, o maior exemplo de que neste país as pessoas não levam a sério a estrutura familiar, é o alto índice de natalidade, e o pior de tudo isso – as baixas condições de criar um filho.
É por isso (claro que uma coisa dessas não tem justificação) que pais não se importam e ou desde cedo colocam seus filhos para trabalhar e ajudar no sustento do lar (afinal, existem pais que fazem filhos para contar com eles futuramente no trabalho) ou, com a maior frieza calculada, jogam seus filhos pela janela de apartamentos ou os deixam em supervisão de quem não dará a devida atenção.
Depois que seu filho morrer, não adiantarão as caras, bocas e lágrimas de crocodilo numa tentativa iníqua de explicação.